A história do Cemitério dos escravos, localizado no distrito de Nossa Senhora das Graças, em Iúna, remonta a segunda metade do século XIX, quando o Capitão João Inácio de Almeida, ao retornar da Guerra do Paraguai (1864-1870), recebeu como retribuição pelos serviços prestados uma grande extensão de terra na região. No local, o capitão construiu a Fazenda Saudade (1870), com o auxílio de seus familiares e de cerca de 60 cativos que havia levado consigo para o empreendimento. João Inácio destinou uma área, atualmente um pouco maior que 150 m², a cerca de um quilômetro da sede da fazenda, para servir de sepultamento para os escravos. O local foi preservado pelos proprietários da fazenda e pelos moradores locais e por décadas recebe visitas de religiosos que celebram uma missa no local no dia 13/05 (data que marca o fim da escravidão no Brasil). É constante também a visita de alunos de escolas da região para a realização de aulas de campo. Em 2019, uma ampla parceria envolvendo a comunidade local (religiosos, discentes e docentes da EMEF Delfino), a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Iúna e o Projeto "Conhecendo Iúna", promoveu uma campanha de revitalização do local, que foi ampliado e cercado com lascas de braúna (madeira rústica), além de receber a instalação de um novo cruzeiro. O evento de inauguração (missa, apresentação de grupo de capoeira e café tradicional) foi amplamente divulgado nos meios midiáticos e contou com a participação de cerca de 200 pessoas. Atualmente, estuda-se a construção de uma capela no local.
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Cemitério dos escravos
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