Iúna tem se destacado também pelo agroturismo e pelo turismo gastronômico, que, para além da degustação de novos sabores, permite ao turi...

Iúna tem se destacado também pelo agroturismo e pelo turismo gastronômico, que, para além da degustação de novos sabores, permite ao turista visitar fazendas e comunidades, conhecer mais sobre a produção de alimentos e bebidas e vivenciar de forma única os costumes locais. Dentre os atrativos culinários da região, temos: doces caseiros, queijos, broas, açúcar mascavo, cachaça, carne de lata e o “carro chefe”, que são os cafés especiais, muitos deles, premiados a nível local, regional e nacional, o que impulsionou também a busca pelos locais de produção.

A produção desse tipo de café envolve várias etapas, começa no manejo da lavoura, com a análise e adubação adequada do solo, passa pela colheita, baseada em uma maturação perfeita, na qual são selecionados manualmente apenas os grãos maduros, e prossegue com um processo de secagem suspensa, sem contato com o solo, até atingir a umidade ideal, que gira em torno de 11,5 a 12% de umidade, lembrando que a torragem do grão também é diferenciada.

Outro interessante atrativo culinário é o armazenamento de carne de porco em lata. Tal forma de conservação de alimento foi muito difundida no interior brasileiro até meados do século XX, pois na impossibilidade de utilizar refrigeradores, as pessoas retiravam a umidade da carne pelo processo de fritura e a armazenavam em latas com na própria gordura do animal, podendo ser mantida nesses recipientes por meses.

Localizado a três quilômetros de distância do centro de Iúna, o santuário dedicado a Santa Luzia representa o maior marco do turismo reli...

Localizado a três quilômetros de distância do centro de Iúna, o santuário dedicado a Santa Luzia representa o maior marco do turismo religioso na região, atraindo um grande número de indivíduos, que movidos por fé ou por curiosidade, visitam o local em busca de sua água milagrosa. Entre os moradores da região, circulam diversas histórias a respeito da fonte, a narrativa mais divulgada aponta o início da tradição milagreira do lugar com os retiros espirituais de frei Beto de Genova, pároco que faleceu no local, em 1862. Além da fonte da água santa, no local se encontra a famosa Pedra do Pecado. Segundo o costume do lugar, pessoas com muitos pecados não conseguiriam passar na fresta existente entre a escarpa e a rocha, ficando presa até a chegada de um padre ou uma “benzedeira”, que, por meio de oração, conseguiria desagarrar o pecador contumaz. Contudo, se a pessoa passar três vezes pela fenda, no sentido da direita para a esquerda, teria seus pecados redimidos. Ao lado da nascente, fica localizada a Sala dos Milagres, espécie de memorial, onde os fiéis depositam os objetos relativos as graças alcançadas. No local, se encontram inúmeras imagens, muletas, roupas, óculos e diversos outros objetos dos devotos. Apesar de receber visitas em todas as épocas do ano, o número de visitantes aumenta em dezembro, sobretudo no dia 13, data em que se comemora, com a celebração de missa, a festa de Santa Luzia, padroeira do local.

A região do Caparaó capixaba abrange cerca de 10 municípios que ficam dispostos no entorno do Parque Nacional do Caparaó. Dentre eles, um...

A região do Caparaó capixaba abrange cerca de 10 municípios que ficam dispostos no entorno do Parque Nacional do Caparaó. Dentre eles, um dos mais importantes é o de Iúna. A localidade, desde a segunda metade do século XX, tem se destacado como referência para a prática de diversas modalidades de turismo (aventura, ecoturismo, agroturismo, turismo religioso e/ou espiritual e, mais recentemente, turismo gastronômico). Anualmente, milhares de pessoas, oriundas das mais diversas partes do Brasil e até mesmo do exterior, visitam o local. As riquezas naturais da região são enormes, dentre elas podemos listar: uma exuberante reserva de Mata Atlântica com rica fauna e flora, belas cachoeiras de águas cristalinas (cor de esmeralda), além de várias montanhas (Pico do Colosso, Pico do Cristal, Pico dos Cabritos), sendo o mais famoso, o Pico da Bandeira, ponto mais alto da região Sudeste e o terceiro mais alto do país, com 2.891 metros de altitude. Apesar da altitude, o Pico da Bandeira desponta como uma das elevações mais acessíveis do país, pois todo o percurso é bem demarcado, facilitando o acesso de jovens, idosos e até crianças. O período mais propício para a visitação (alta temporada) é o inverno, caracterizado pelo tempo seco e baixo incidência de chuva, o que diminui o risco de acidentes e também melhora a visibilidade, contudo, apesar da temperatura abaixo de 0 ºC.


Distrito pertencente a Iúna/ES, localiza-se na região limítrofe entre Espírito Santo e  Minas Gerais, fazendo divisa com diversos municíp...

Distrito pertencente a Iúna/ES, localiza-se na região limítrofe entre Espírito Santo e  Minas Gerais, fazendo divisa com diversos municípios, como Alto Caparaó (MG), Alto Jequitibá (MG), Martins Soares (MG), Manhumirim (MG) e Ibitirama (ES). A população aproximada é de cerca de 2000 habitantes e a maior parte deles é dedicada a atividades rurais, sobretudo a produção de café.

A história de São João do Príncipe está atrelada a abertura da Estrada Real e ao estabelecimento de um quartel na localidade. O local é agraciado por várias cachoeiras, oriundas dos rios Brás, Claro e José Pedro, além de interessantes formações rochosas, como a Pedra do Salão e a Pedra de Samena. Na região, ainda se encontram casas centenárias, com estruturas feitas de braúna e de “pau a pique”.

Distrito tipicamente rural, com clima ameno e pessoas cordiais e receptivas, o lugar é ideal para a prática do ecoturismo e para a prática do turismo rural, com suas fazendas antigas abertas à visitação, que conservam objetos antigos (monjolo, roda d'água, pilões, moinhos de pedra e carros de boi), além de deliciosas iguarias regionais, como os cafés artesanais, doces e almoços caseiros. Na região existem, também, empreendimentos familiares de hospedagem, o que facilita o acesso e a permanência dos visitantes.

Município localizado a 180 km da capital Vitória, com fácil aceso a BR 262 (15 km), possuí população estimada de 29.896 habitantes (IBGE,...

Município localizado a 180 km da capital Vitória, com fácil aceso a BR 262 (15 km), possuí população estimada de 29.896 habitantes (IBGE, 2017). Além da sede (Iúna), o município abrange mais quatro distritos: Nossa Senhora das Graças, Pequiá, Santíssima Trindade e São João do Príncipe. Desde a construção da Estrada Real, entre 1814 e 1816, diversas pessoas já circulavam na região, embora poucas se estabelecessem. Contudo, tal situação mudou a partir da metade do século XIX, quando o local começou a receber um grande fluxo imigratório de pessoas de várias nacionalidades, como italianos, franceses, suíços, alemães e portugueses, além de brasileiros, que se interessaram pela região devido à relativa facilidade de se obter terras férteis e de boa adaptação à produção de gêneros alimentícios e ao cultivo do café.

O povoamento se iniciou em 1855, quando José Joaquim Ferreira Vale doou um terreno para a construção de uma capela. O município foi estabelecido, de fato, após 1890, ao obter sua emancipação política em relação a Cachoeiro de Itapemirim. A cidade ​se divide em região rural e urbana e ​possui boa infraestrutura para receber turistas (hotéis, pousadas, restaurantes e cafés gourmets), além de uma grande riqueza natural (Mata Atlântica, cachoeiras e belas montanhas), festas típicas (eventos religiosos, festas juninas, festa do carro de boi, entre outras), além da produção agropecuária.

As duas principais construções localizadas no centro histórico de Iúna são a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens e o Palacete Muni...

As duas principais construções localizadas no centro histórico de Iúna são a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens e o Palacete Municipal. A história da capela primitiva remonta a primeira metade do século XIX, quando, em 1845, o frei capuchinho Paula de Casanova fomentou a construção da Capela São Pedro de Alcântara. Essa capela foi demolida para a construção de uma nova, iniciada em 1858, pelo frei Bento di Gênova, dedicada a Nossa Senhora da Pureza. A medida que a população foi aumentando, sobretudo com a chegada de imigrantes, ocorreram novas demolições e construções maiores (1879, 1910), até que, em 1960, sob a liderança do padre Pedro Agostinho, iniciou-se a construção da atual matriz, que no projeto original, possuía apenas uma torre. A última grande reforma ocorreu em 2008-2009 e, na ocasião, foi acrescentada a fachada da Igreja mais uma torre. O palacete municipal é uma construção centenária, que impressiona pela sua grandiosidade e beleza. Foi inaugurado em 1914 pelo primeiro prefeito de Iúna, José Antônio Lofêgo e no decorrer da sua existência já sediou a Prefeitura e a Câmara Municipal. Atualmente, o casarão (Casa da Cultura) é a sede da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, da Biblioteca Municipal, do Museu Histórico e da Academia Iunense de Letras. No local, encontra-se um grande acervo de livros, fotos e objetos diversos, que conservam a história, a memória e a cultura local. 

A construção da Estrada São Pedro de Alcântara, ou Estrada Rubim (homenagem ao governador Francisco Alberto Rubim (1828-1819), foi um emp...

A construção da Estrada São Pedro de Alcântara, ou Estrada Rubim (homenagem ao governador Francisco Alberto Rubim (1828-1819), foi um empreendimento ordenado por D. João, em 1814, com o intuito de ligar Vitória, capital da província do Espírito Santo a Ouro Preto, capital da província mineira. Um dos objetivos da construção seria o de fomentar o contato entre as duas províncias, visto que, com a decadência da mineração no final do século XVIII, a manutenção de uma área então proibida já não fazia sentido. A construção seria de responsabilidade conjunta das duas províncias, teria 71 léguas de comprimento e a largura do leito seria de 15 palmos.

O responsável pela obra do lado capixaba foi o Tenente Coronel Ignácio Pereira Duarte Carneiro, que deu por concluído o trabalho em agosto de 1816, quando avistou o grupo mineiro na região próxima ao Rio Pardo. A estrada facilitou o fluxo de pessoas, o transporte de mercadorias e, principalmente, a ocupação de locais até então pouco conhecidos, como a região da Serra do Caparaó.

Uma dos grandes marcos da estrada foi o estabelecimento dos chamados quartéis, que eram construções pequenas, feitas de pedra e madeira, que eram habitados por cerca de três soldados. Os quartéis eram posicionados a cada três léguas, o equivalente a 20 km, percurso de um dia de viagem. A principal finalidade era fornecer abrigo e suprimentos aos viajantes e conservadores da via, assim como inibir o ataque de criminosos e indígenas. Os principais quartéis da região foram o do Pardo (Iúna), o de Santa Cruz (Irupi) e o de Vila do Príncipe (Iúna).